Com informações do Jornal Correio 


Maior produtora de resinas das Américas, com produção anual de 20 milhões de toneladas, a Braskem já programou para o último trimestre de 2019 uma parada para manutenção de sua mais antiga central de matérias-primas em Camaçari. Serão investidos recursos da ordem de R$ 300 milhões na limpeza e atualização tecnológica da unidade, visando aumentar a sua competitividade. Todo o processo deve durar pouco mais de 30 dias.

“Além disso, seguimos trabalhando no projeto do novo cais do Porto de Aratu. Estamos agora na fase de licenciamento ambiental”, disse Marcelo Cerqueira, vice-presidente de insumos básicos da companhia.

O projeto visa ampliar a área de armazenagem do porto. Cerqueira explica que a nova estrutura vai permitir ainda desafogar o porto, reduzindo a fila de navios. Os investimentos previstos também são da ordem de R$ 300 milhões. “Mas é um número bem preliminar. Precisamos fechar o licenciamento antes e verificar quais os requisitos e exigências que o órgão ambiental (Inema) fará, o que pode demandar mais investimentos”, destacou Cerqueira. 


Outro foco da empresa na Bahia tem sido a utilização do gás etano em suas operações. Recentemente, a Braskem investiu R$ 380 milhões na adaptação da infraestrutura logística do terminal de Aratu, na construção de um duto de interligação e na adequação tecnológica de sua unidade de insumos básicos. Tudo isso para ficar menos dependente da nafta. “Estamos vendo se há ainda possibilidade de aumentar a flexibilidade de matéria-prima no Polo de Camaçari”, disse Cerqueira.  

Hoje, a planta baiana utiliza 13% de etano mas este percentual pode chegar a 15%. “Este ano, até 13% foi vantagem operar com etano. É um projeto que está indo muito bem”, afirmou Cerqueira, que participou, ontem, ao lado do presidente da Braskem, Fernando Musa, e de outros executivos da companhia, de um encontro com investidores, em hotel na zona sul de São Paulo. Durante a reunião, foi apresentado o balanço da empresa relativo ao terceiro trimestre deste ano e detalhado projetos que estão sendo desenvolvido pelas empresa no Brasil e no exterior, como a construção de uma nova fábrica de polipropileno nos Estados Unidos.