Sete presos fugiram do Presídio Salvador, no Complexo Penitenciário da Mata Escura, na madrugada desta segunda-feira (8). Eles escaparam através de um buraco na parede e depois usaram uma corda improvisada para escalar um muro. Todos os fugitivos fazem parte da facção Comando da Paz (CP), já que todo o prédio principal é ocupado pela organização criminosa – as unidades prisionais de Salvador estão divididas para evitar conflito entre facções.

Os fugitivos são: Eremito Carlos Nascimento; Caio Felipe Santos; Rogério Oliveira Santos; Enzo Uadson Santos; Wellington Campos Maisck; Felipe Nauã Fiuza e Joilson Santos Silva.

A unidade destina-se à custódia de presos provisórios. No prédio principal do Presídio Salvador tem 669 presos - a capacidade é para abrigar 548. No anexo da unidade, são 282 internos num espaço construídos para manter 236.

Fuga
Segundo o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia (Sinspeb), a fuga ocorreu na madrugada, mas só foi percebida por volta das 7h. “Deram por falta na abertura das celas. Perceberam o buraco na cela E5 do prédio principal do Presídio Salvador”, declarou um dos diretores Geonias Oliveira. 

Os presos estavam na cela E5 e arrancaram os tijolos da parede da cela e chegaram ao pátio do banho de sol, o chamado Pátio 2. O prédio principal é dividido por dois muros e o agente penitenciário que está do outro lado, não consegue visualizar o que ocorreu no Pátio 2.

“Quando a massa carcerária quer se reunir, vai toda para o pátio 2 e ninguém ver nada porque não tem visão. Quem poderia ter essa visão é a Polícia Militar que estaria na guarita. Mas guaritas estão praticamente desativadas”, declarou Geonias.

Segundo ele, o Presídio tem quatro guaritas, mas apenas uma é ocupada por um policial militar. “Isso quando tem policial, sendo que é de responsabilidade da PM fazer a vigilância perimetral. Em todas as unidades do estado da Bahia, inclusive no Complexo Penitenciário de Salvador, apenas 30% das guaritas são habitadas”, completou o diretor do Sinspeb. 

Em seguida, ainda no Pátio 2, os presos usaram uma “tereza” - corda improvisada de lençóis para escalar o muro da unidade e ter acesso à Avenida Gal Costa.

“Os presos chegaram os bairros da Mata Escura e São Marcos. Isso porque no fundo do complexo penitenciário não há barreira de contenção. Ou seja, o acesso é livre”, declarou Geonias. 

Com informações do Correio