(Foto: Murilo Alvesso/Divulgação)


Morreu na noite deste sábado (29) a cantora Angela Maria, a rainha do rádio. Ela estava internada no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, havia 34 dias. Segundo o marido da artista, o empresário Daniel D'Angelo, ela não resistiu a uma infecção generalizada. O corpo de Angela será velado a partir das 10h neste domingo (30) e enterrado às 16h, no Cemitério Congonhas, em São Paulo.

"É com meu coração partido que eu comunico a vocês que a minha Abelim Maria da Cunha, e a nossa Angela Maria, partiu, foi morar com Jesus", disse emocionado, em um vídeo no Facebook. Na imagem ele aparece ao lado de Alexandre, um dos filhos adotivos do casal e outro rapaz. "Ela teve uma trajetória de 34 dias no hospital, estava sofrendo muito e hoje ela nos deixou", explicou.

Nascida em Conceição de Macabu, no Rio de Janeiro, Abelim Maria da Cunha assumiu o nome artístico de Angela Maria e começou a carreira de cantora aos 19 anos, em 1947. Antes, foi operária e teve várias atividades profissionais. Gravou dezenas de sucessos e ganhou o título de "Rainha do Rádio", graças a eleição na edição de 1954 do tradicional concurso criado pela Associação Brasileira de Rádio. A intérprete se notabilizou como uma representante do gênero samba-canção, que surgiu no Brasil nos anos 1930.

O último álbum de estúdio da artista foi "Angela Maria e as Canções de Roberto & Erasmo", lançado em 2017, pela gravadora Biscoito Fino. Ao longo da carreira, a cantora promoveu parcerias com Roberto Carlos, Gal Costa, Caetano Veloso, Agnaldo Timóteo, Alcione, Cauby Peixoto, Fafá de Belém, Ney Matogrosso, entre outros. Foi candidata a vereadora da cidade de São Paulo na eleição municipal de 2012, pelo PTB, mas não se elegeu.

Recentemente, a cantora disse que gravou 114 discos e vendeu aproximadamente 60 milhões de exemplares. Há três anos foi lançada a biografia “Angela Maria: a eterna cantora do Brasil”, escrita pelo jornalista Rodrigo Faour, que reuniu depoimentos e relatos da cantora.

Correio 24 Horas