Corpos de vítimas de chacina serão sepultados em Camaçari

Família são amparadas logo após o crime (Foto: Marina Silva/ CORREIO)

Os corpos de dois dos quatro jovens que foram assassinados na chacina de Camaçari, no domingo (1º), foram liberados do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues no fim da manhã desta segunda-feira (2). Alcimar Leonel Vila Nova, 28 anos, e Ítalo José de Azevedo Araújo, 22, serão sepultados no Cemitério Jardim da Eternidade, em Camaçari.

Alcimar, Ítalo, Jailson Ferreira dos Santos Júnior, 17, e Rodrigo Marcelo Silva de Oliveira, 19, participavam de uma festa do tipo Paredão quando foram surpreendidos pelos assassinos. As vítimas estavam na Rua Acajutiba, a principal via do bairro Gleba C, quando homens encapuzados chegaram atirando ao local em um veículo. 

Um dos tios de Rodrigo informou que a família ainda não sabe o motivo do crime. Ele disse que todos estão assustados com a violência com que tudo aconteceu e pediu para não ser identificado. Rodrigo é o caçula de três filhos e morava com os pais e um dos irmãos no bairro de Piaçava, também em Camaçari.

"O pai dele tem uma loja de consertos de aparelhos eletrônicos e eles trabalhavam juntos. A gente ainda não sabe o que aconteceu. Soubemos o que todos já sabem, que homens armados atiraram em algumas pessoas durante uma festa. Espero que a polícia resolva esse caso", contou.

A família mora no mesmo bairro há mais de 20 anos. O tio disse que não conhece os outros três jovens que morreram junto com Rodrigo, mas acredita que eles eram amigos. Os corpos dos dois jovens devem ser liberados na tarde desta segunda. A festa foi realizada após um ‘baba de saia’, tradicional durante a Páscoa, no Gleba C.

Familiares de outras vírimas, que chegaram ao local do crime pouco depois do ocorrido, também disseram estar surpresos. A irmã de Alcimar contou que não sabia que o jovem estava participando da festa. "Me contaram que, nessa festa, teve uma briga e que ele estava envolvido. Foi quando me contaram que ele tinha morrido”, afirmou ela, no dia do crime. 

Já o tio de outra vítima disse que a família não sabe o motivo do crime. “A gente ainda não sabe de muita coisa, só que foi um crime bárbaro e sem nenhum motivo. A família está devastada”, contou.