Bahia: Afastados por fraude de R$ 200 milhões, prefeitos retomam ao cargo

abril 10, 2018



A prefeita de Porto Seguro, Cláudia Silva Santos Oliveira (PSD), e o prefeito de Santa Cruz Cabrália, Agnelo Santos (PSD), voltaram aos cargos após serem afastados há cerca de cinco meses, por suspeita de fraude em contratos dos municípios.

Robério, Cláudia e Agnelo são suspeitos de fraudar contratos de 33 licitações que somam R$ 200 milhões.

A retomada foi autorizada pela Justiça na última quarta-feira (4). De acordo com a prefeitura de Cabrália, Agnelo Santos reassumiu o cargo na segunda-feira (9).

A cerimônia de posse dele foi feita na noite de sexta-feira (6), na câmara de vereadores da cidade, conforme a assessoria.

A prefeitura de Porto Seguro havia informado, preliminarmente, que a gestora retomou o cargo "automaticamente", logo após a autorização judicial, na quarta.

O prefeito de Eunápolis, Robério Batista de Oliveira (PSD), que também havia sido afastado, voltou ao cargo na tarde de sábado (7).

A decisão de retomada foi do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que ainda determinou que cada um deles pague dez salários mínimos (R$ 9.540) para reassumir a gestão das cidades.

Afastamento
O prefeito de Eunápolis, José Robério Batista de Oliveira (PSD), a esposa dele e prefeita de Porto Seguro, Cláudia Silva Santos Oliveira (PSD), e o prefeito de Santa Cruz Cabrália, Agnelo Santos (PSD) - irmão da prefeita de Porto Seguro - foram alvos da Operação Fraternos em novembro de 2017, que investigou os gestores por eles usarem empresas de familiares para simular licitações e desviar dinheiro de contratos públicos.

Após os investigados deixarem as prefeituras, os vice-prefeitos assumiram os cargos. Robério, Cláudia e Agnelo são suspeitos de fraudar contratos de 33 licitações que somam R$ 200 milhões.

Os policiais afirmaram que foi organizada uma "ciranda da propina" nos três municípios baianos, em razão do rodízio que era feito entre as empresas envolvidas no esquema de corrupção para vencer as licitações e tentar "camuflar" as irregularidades.


A Polícia Federal destacou que, em muitos casos, os suspeitos "chegavam ao extremo" de repassar a totalidade do valor contratado a outras empresas do grupo familiar na mesma data em que as prefeituras liberavam o dinheiro.

Por conta do envolvimento de familiares dos prefeitos na fraudes, a operação da PF foi batizada de Fraternos.


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