Tarifas de Trump sobre alumínio e aço entram em vigor; Brasil fica de fora


O presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (22) um pacote de tarifas contra importação de produtos chineses. E suspendeu as taxas sobre o aço e o alumínio do brawsl e de outros países.

“Esse é o primeiro de muitos”, prometeu Trump ao assinar o decreto que cria cerca de US$ 50 bilhões, mais de R$ 160 bilhões, em impostos sobre a importação de produtos chineses.

Os Estados Unidos têm um déficit comercial com a China de mais de US$ 300 bilhões por ano, e o presidente alega que as novas taxas são uma defesa.

Antes mesmo da assinatura do decreto, o governo chinês já tinha avisado que pretende retaliar. O medo de uma guerra comercial derrubou as bolsas americanas.


Esta foi a segunda medida protecionista tomada por Trump em menos de um mês.

A primeira foi a tarifa de 25% sobre as importações de aço, e de 10% sobre o alumínio, que entram em vigor nesta sexta-feira (23).

O representante americano para o comércio exterior confirmou os parceiros que ficarão isentos temporariamente dessas tarifas: Brasil, México, Canadá, Argentina, Austrália, Coreia do Sul e União Europeia.

Em 15 dias, os Estados Unidos vão divulgar a lista dos novos produtos chineses que vão ser afetados pelo decreto desta quinta e que vão ser sobretaxados em 25%. A grande dúvida dos economistas é sobre os efeitos da cobrança.

Hoje nos Estados Unidos, como no resto do mundo, boa parte dos produtos vendidos no comércio vem da China.

Trump espera que a sobretaxa aos produtos chineses crie mais empregos nos EUA, mas o primeiro efeito é que roupas, computadores e celulares vão ficar mais caros para o consumidor americano.

A China reagiu e elevou as tarifas para a importação de carne de porco, de alumínio e de outros produtos dos Estados Unidos.