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22 de março de 2018

Pelo menos 15 empresas baianas serão afetadas após fechamento de fábrica da Fafen



Após apresentar resultado negativo de cerca de R$ 200 milhões em 2017, a Petrobras anunciou o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), localizada no Polo Petroquímico de Camaçari. O anúncio foi feito na noite de segunda (19) e o fechamento deve ocorrer até o final do primeiro semestre deste ano.

Pelo menos 15 empresas são listadas pelo Sindipetro como diretamente prejudicadas pela hibernação da unidade. A produção de amônia é necessária para Oxiteno, Acrinor, Proquigel, IPC do Nordeste e PVC. A ureia é utilizada na Heringer, Fertpar, Yara, Masaic, Cibrafertil, Usiquímica e Adubos Araguaia; e o gás carbônico, na Carbonor, IPC e White Martins.

Em nota, a Petrobras afirmou que o abastecimento do mercado de ureia fertilizante será feito por importação, “sem prejuízo para as companhias misturadoras de adubo”. A Petrobras informou que realizará investimentos no Porto de Aratu para viabilizar a importação de amônia e o atendimento ao Polo Petroquímico de Camaçari. Para CO2, há alternativas de suprimento no Polo.


Jorge Celestino disse ter conversas adiantadas com a Codeda e com a Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra) para viabilizar os investimentos no Porto de Aratu. A Codeba disse que tem um contrato em vigência com a Fafen e que está em tratativas com a Petrobras para viabilizar as operações de importação.

A Carbonor, uma das empresas que será afetada, importa 100% do gás carbônico usado na sua produção. Para o diretor industrial da fábrica, Ascanio Muniz Pepe, a solução apresentada pela Petrobras não lhe parece tão simples assim.

“Esse assunto precisa ser debatido com mais profundidade, porque o posicionamento da Fafen foi muito simplista, como se o efeito fosse mínimo, mas não é nem para as empresas nem para as pessoas. Estamos trabalhando para não pararmos nossa produção, temos algumas alternativas, mas essa medida afeta os negócios”, disse.

A empresa, que irá solicitar reunião com os representantes da Fafen-BA para discutir o caso, ainda sugere que essa decisão pode resultar na redução de postos de trabalho. A previsão é de que 700 pessoas tenham seus empregos afetados por conta da medida.

Vizinha do estado baiano, a Fafen de Sergipe também será fechada após apresentar prejuízo de R$ 600 milhões no ano passado. A Petrobrás informou que um plano detalhado deverá ser divulgado em abril.


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