Delegado da PF que investiga políticos pede para deixar o cargo

março 22, 2018



O delegado da Polícia Federal (PF), Josélio Azevedo, pediu para sair do Grupo de Inquéritos do Supremo Tribunal Federal (Ginq), que cuida de investigações envolvendo políticos e foi criado a partir da Operação Lava Jato. Ele anunciou que deixaria o grupo após mudanças na organização interna da nova gestão da PF.

Josélio também comunicou sua saída da liderança da Coordenação de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, que também vai passar por mudanças na estrutura. O nome mais cotado para substituir Josélio na Coordenação é o delegado Márcio Anselmo, um dos pais da Lava Jato em Curitiba.


Entre as mudanças, o Ginq, que era um setor informal dentro da PF, passa a ser Serviço de Inquéritos, e agora é subordinado à Diretoria de Combate ao Crime Organizado, chefiada pelo ex-superintendente da PF em Brasília, delegado Elzio Vicente. Além dos inquéritos do Supremo, o grupo também vai dar apoio aos Inquéritos do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Quem assume interinamente a chefia agora do Sinq, no lugar de Josélio, é a delegada Denisse Ribeiro. A delegada tocou investigações importantes na Superintendência de Brasília, como a operação Acrônimo, que tem na lista de investigados o governador Fernando Pimentel, e a operação Cui Bono, que tem entre os principais alvos o empresário Joesley Batista.


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